Artigos e Trabalhos
CARTA DA MAÇONARIA PAULISTA A NAÇÃO
Nós, maçons
jurisdicionados ao Grande Oriente de São Paulo, federado ao Grande
Oriente do Brasil e da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo,
reunidos na noite do dia 20 de agosto de 2007 na Capital do Estado,
nas dependências da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo,
em sessão solene comemorativa do Dia do Maçom, debatemos e aprovamos
os seguintes princípios desta carta, denominada “CARTA DA
MAÇONARIA PAULISTA CONTRA A CORRUPÇÃO”.
Tendo em vista que;
Vivemos no Brasil um cenário de exclusão social, onde, a miséria, o
preconceito e a corrupção são os principais vilões do País
emergente. A miséria leva à marginalidade milhões de pessoas; o
preconceito afasta o indivíduo das relações sociais,
marginalizando-o; e finalmente, a corrupção mostra a face mais
sombria e tenebrosa dessa exclusão social, pois, como decorrência
direta da malversação do dinheiro publico, faltam recursos para
investimentos em educação, saúde, habitação, segurança e
transportes. Assim, as populações mais pobres, que demandam a grande
maioria dos serviços públicos, ficam prejudicadas, impedidas até
mesmo de exercer o legitimo direito constitucional de ir e vir;
Combater a corrupção em todas as suas formas, é um dever maçônico e
uma exigência da sociedade, acabando com essa epidemia social que
subtrai do povo a possibilidade de uma vida digna e o pleno
exercício da cidadania, negando a todos o direito à esperança de um
futuro melhor;
E considerando que:
A história pátria brasileira se confunde com a ação de vanguarda
social exercida pela Maçonaria através de árduas lutas e conquistas
nacionais, legando ao povo o desfrutar da verdadeira liberdade
responsável;
A permanente e relevante representatividade da Maçonaria na
sociedade paulista e brasileira fazem-na uma força viva da
sociedade;
A constante preocupação da Maçonaria com as questões sociais
regionais e nacionais, acompanhando a evolução humana e
identificando um pensamento social cada vez mais exigente para o
acolhimento de soluções sérias e definitivas, caracterizando um real
interesse na valorização da família brasileira;
Concluímos que:
É necessário recuperar a moralidade publica e instituir a
transparência como fio condutor das ações governamentais, criando
através da Maçonaria sistemas de operação mais eficientes e
permitindo melhor controle da gestão publica, viabilizando
fiscalização efetiva e uma oitiva da vontade popular, incentivando a
participação da sociedade nas questões de relevante interesse
público. Portanto, as Potências Maçônicas que esta subscrevem
decidem:
A Maçonaria atuará de maneira homogênea, exigindo dos maçons que se
acham investidos em funções publicas, um comportamento ainda mais
austero e compatível com o rigor da filosofia maçônica;
Estimular todos os maçons para que se transformem em focos
permanentes de luta contra a corrupção na sociedade, trabalhando
ainda para difundir essa luta junto a todos os cidadãos com quem
convivem;
Acentuar em cada Loja Maçônica a importância da tomada de posição
clara e firme que precisa ser tomada por ocasião das eleições
municipais, estaduais e federais, orientando os maçons, e, sempre
que possível, promovendo debates entre candidatos;
Criar no âmbito das Jurisdições maçônicas um Fórum permanente
destinado à análise e discussão das origens, práticas e disseminação
da corrupção, definindo e adotando ao final, medidas práticas e
contundentes para extirpar todas as ramificações da corrupção;
Desenvolver um cadastro de restrição maçônica onde constem todos os
nomes de pessoas envolvidas nas condenáveis práticas de corrupção e
improbidade administrativa, mantendo tais indivíduos vigiados e
afastados de qualquer contato maçônico, e sempre que possível,
mantê-los fora do serviço público;
Promover a construção de uma sociedade revigorada em seus princípios
morais e sociais, baseando-nos para tanto na trilogia Liberdade,
Igualdade e Fraternidade; Para que sejam concretizadas as decisões
anteriormente expostas, as Potências Maçônicas signatárias desta
comprometem-se a manter uma comunicação comum e homogênea entre
todos os maçons jurisdicionados, conscientizando-os da gravidade do
problema e também da importância da participação individual para
viabilizar as soluções propostas, a fim de obter um congraçamento de
trabalho produtivo e sempre sob os auspícios do Grande Arquiteto do
Universo.
São Paulo, 20 de agosto de 2007
Benedito Marques Ballouk Filho
Eminente Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo
Pedro Luiz Ricardo Gagliardi
Sereníssimo Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São
Paulo.
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